Entender o que faz cada um se sentir próximo
Quando vocês moram longe, o contato é um meio importante de manter a relação. Uma pessoa pode preferir trocar mensagens curtas com frequência; outra pode gostar mais de conversar com calma por telefone. Não dá para concluir que uma dessas formas representa uma relação mais séria.
Você pode dizer “Fiquei triste por não termos conseguido nos falar”, mas tente não concluir de imediato que a outra pessoa não se importa. Explique concretamente o que gostaria: “Nesta semana, queria fazer duas chamadas de vídeo com você antes de dormir.” Um pedido possível de colocar em prática é mais fácil de ajustar do que uma expectativa vaga.
Planejar o contato de forma realista
Anotem o fuso horário, os horários de trabalho ou estudo e o tempo de descanso de cada um. Em vez de tentar fazer uma chamada longa todos os dias, vocês podem combinar mensagens breves e regulares com algumas conversas mais demoradas. Em períodos corridos, avisar com antecedência e definir quando será o próximo contato evita que o outro fique tentando adivinhar.
Também podem compartilhar um pouco da rotina fazendo uma refeição on-line juntos ou vendo o mesmo filme e conversando sobre ele. Confiram se a atividade é agradável para os dois e não virou mais uma obrigação. Se o combinado ficar pesado, vocês podem mudar a frequência ou a duração.
Conversar sobre visitas e mudanças
Ao planejar uma visita, considerem não só as datas, mas também custos de viagem, folga do trabalho, hospedagem, disposição física e horários de ambos. Vejam se uma pessoa está sempre viajando e organizando tudo e combinem como dividir custos e esforço dentro das possibilidades de vocês.
Se ainda não sabem quando ou como a situação à distância poderá mudar, é melhor não apresentar uma possibilidade de futuro como promessa garantida. Em vez disso, definam quando conversarão de novo e quais condições precisam considerar — por exemplo, rever em alguns meses os horários e as possibilidades de moradia.
As dificuldades de um relacionamento à distância não são explicadas por um tipo MBTI. Além da frequência do contato, considerem se ambos se sentem seguros e respeitados e se conseguem cumprir e ajustar os acordos de maneira realista.